A histórica Babilônia surgiu na mesma grande região da antiga Suméria, isto é, na baixa Mesopotâmia, entre os rios Tigre e Eufrates, área que hoje corresponde ao território do Iraque (Na imagem anterior em criação artística).
Contudo, não foi a mesma cidade suméria, mas uma nova cidade estabelecida posteriormente naquela mesma planície fértil, onde floresceram centros urbanos como Ur, Uruk e Eridu.
Babilônia foi uma das cidades mais célebres da Antiguidade, erguida na fértil planície da Mesopotâmia, entre os rios Tigre e Eufrates.
Situada em posição estratégica para o comércio e para a agricultura irrigada, ao longo dos séculos transformou-se em símbolo de poder, riqueza e sofisticação cultural.
Sua ascensão iniciou-se de forma mais expressiva no início do segundo milênio antes de Cristo, quando povos amoritas consolidaram ali um reino próprio.
O grande impulso ocorreu durante o reinado de Hamurabi, no século XVIII a.C., que unificou vastas regiões da Mesopotâmia sob seu domínio.

O Código de Hamurabi em escrita cuneiforme.
Seu famoso Código de Leis tornou-se um marco jurídico da humanidade, estabelecendo normas escritas que regulavam justiça, comércio, propriedade e relações sociais, reforçando a autoridade do Estado.
Após períodos de declínio e invasões, séculos depois a Babilônia voltou a alcançar extraordinário esplendor, especialmente durante o chamado Império Neobabilônico.
Nesse período destacou-se o rei Nabucodonosor II, responsável por grandiosas obras arquitetônicas, pela ampliação das muralhas e pela monumentalização da cidade.

Em criação artística, os Jardins Suspensos da Babilônia
A tradição atribui a esse período a criação dos lendários Jardins Suspensos, considerados uma das maravilhas do mundo antigo, ainda que sua existência permaneça tema de debate histórico.
Babilônia tornou-se também um centro intelectual de grande importância.
Seus sacerdotes e escribas desenvolveram avanços na astronomia, na matemática e na organização do calendário. O sistema sexagesimal, herdado da tradição mesopotâmica, influenciou a divisão das horas e dos graus que ainda utilizamos.
A fama de Babilônia atravessou séculos, não apenas por seu poder político e militar, mas por sua grandiosidade arquitetônica, sua cultura refinada e seu papel central na história do Oriente Próximo.
Tornou-se símbolo tanto de esplendor quanto de decadência, figurando em narrativas históricas e textos religiosos como representação de poder extraordinário e destino efêmero.
Fontes; pesquisas virtuais.
Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP
27/02/2026

