Voo Varig 967 Desaparecido Em 1979

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O Varig 967 foi voo internacional de carga, operado pela Companhia Aérea Brasileira Varig, que desapareceu em 30 de janeiro de 1979 enquanto voava de TóquioAeroporto Internacional de Narita, Japão, com destino final ao Rio de Janeiro–Galeão, Brasil, fazendo uma escala planejada em Los Angeles, Estados Unidos, para reabastecimento.

A aeronave envolvida era um Boeing 707-323C cargueiro, prefixo PP-VLU, com cerca de 18 anos de atividades na época.

O avião decolou de Narita às 20h23, hora local, transportando seis tripulantes e nenhum passageiro, além de uma carga comercial significativa, que incluía 53 pinturas do artista nipo-brasileiro Manabu Mabe, muitas delas retornando de uma exposição no Japão, avaliadas na época em mais de US$1,2 milhão.

Cerca de 22 a 25 minutos após a decolagem, o comandante Gilberto Araújo da Silva fez o último contato de rádio conhecido, com o controle de tráfego aéreo em Tóquio, sem indicar qualquer problema a bordo.

Um segundo contato previsto para aproximadamente 21h23 não aconteceu, e, por volta de 30 minutos após a decolagem, o avião desapareceu sobre o Oceano Pacífico, a cerca de 200 km na região a nordeste de Tóquio.

Após essa perda de contato, não houve nenhum sinal de emergência, pedido de socorro ou comunicação posterior dos pilotos. As autoridades japonesas e americanas lançaram operações de busca e resgate SARimediatamente, com aeronaves e navios vasculhando a área por vários dias, mas nenhum vestígio como destroços, corpos, manchas de óleo, partes da fuselagem ou a própria carga foi encontrado.

Devido à ausência de qualquer evidência física ou indicação de falha, não foi possível determinar oficialmente a causa da perda do voo. Entre as hipóteses debatidas está a possibilidade de uma despressurização rápida ou lenta da cabine, incapacitando a tripulação sem aviso e deixando o avião sob controle automático até que o combustível se esgotasse e a aeronave caísse em mar profundo.

O comandante Gilberto Araújo da Silva era um piloto experiente, com mais de 23 mil horas de voo registradas na época, e havia se destacado anos antes ao comandar o Voo Varig 820, outro Boeing 707 que sofreu um grave incêndio e pousou em segurança perto de Paris em 1973.

O desaparecimento do Voo Varig 967 permanece um dos maiores mistérios da aviação civil até hoje.

Nenhuma peça de destroços foi localizada, nenhuma parte da carga ou dos corpos foi recuperada, e não existe uma explicação oficial definitiva publicada por autoridade aeronáutica. Por essa razão, o caso é frequentemente comparado, em termos de mistério, ao desaparecimento do Voo MH370 da Malaysia Airlines em 2014, embora os contextos e escalas sejam diferentes.

Esse desaparecimento inteiro, sem qualquer rastro físico, diferencia o Voo Varig 967 de quase todos os outros acidentes ou incidentes de aviação conhecidos, e é lembrado como enigma para especialistas, historiadores e entusiastas da aviação, até os dias atuais.

Fontes; pesquisas virtuais.

Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP
16/01/2026

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