Astrônomos anunciaram a identificação de novo planeta na nossa galáxia, Via Láctea, denominado HD 137010 b, candidato à eventual habitabilidade.


A descoberta foi publicada na revista científica Astrophysical Journal Letters, por uma equipe internacional de pesquisadores liderados pela Universidade do Sul de Queensland (UniSQ), com participação de cientistas das universidades de Harvard e Oxford, entre outras instituições.
Os dados que levaram à detecção desse planeta vieram da missão estendida K2, do telescópio espacial Kepler, da NASA, recolhidos em 2017.
O objeto está localizado a aproximadamente 146 a 150 anos-luz de distância da Terra, ainda dentro da Via Láctea, e foi identificado por meio do método de trânsito, quando o planeta passa diante de sua estrela e causa uma diminuição mensurável no brilho observado.
A partir dessa única observação de trânsito foi possível estimar que o HD 137010 b tem um raio aproximadamente 6% maior que o da Terra, e que o seu “ano” dura cerca de 355 dias, período muito próximo do de nosso planeta.
O planeta orbita uma estrela designada HD 137010, que é do tipo anã laranja, estrela semelhante ao Sol, mas mais fria e menos luminosa. Isso faz com que a quantidade de luz e calor que o planeta recebe seja inferior ao que a Terra recebe do Sol, estimada em menos de um terço dessa energia.
Por isso os pesquisadores calculam que a temperatura média na superfície do HD 137010 b possa ser extremamente baixa, podendo chegar a cerca de −68 °C ou inferior, o que lembra condições observadas em Marte no nosso Sistema Solar.
Um dos pontos mais interessantes da descoberta é que o HD 137010 b se encontra próximo ao chamado limite externo da “zona habitável” da sua estrela.
Essa zona habitável é definida como a faixa de distâncias em que um planeta poderia, em princípio, manter água líquida em sua superfície se houver uma atmosfera adequada.
Os autores do estudo estimam que o exoplaneta tenha cerca de 50% de chance de estar realmente nessa zona habitável, considerando diferentes modelos de atmosfera.
Apesar de todos esses indícios, é importante ressaltar que o HD 137010 b ainda é classificado como um “candidato” a planeta, e não como uma confirmação definitiva. Isso porque até agora foi observado apenas um trânsito do corpo celeste, e normalmente são necessárias múltiplas observações para validar de forma conclusiva a existência de um exoplaneta e determinar com precisão seus parâmetros orbitais e físicos.
Futuros estudos e observações com telescópios mais sensíveis serão fundamentais para confirmar sua natureza e investigar se ele realmente pode abrigar uma atmosfera capaz de suportar água líquida e, em teoria, condições favoráveis à vida.
A identificação de um planeta com tamanho e período orbital tão similares aos da Terra em torno de uma estrela relativamente brilhante representa um marco no campo da exoplanetologia, pois abre a possibilidade de estudo detalhado de suas características com missões futuras e tecnologias mais avançadas.
Esse tipo de descoberta amplia nosso entendimento sobre a diversidade de sistemas planetários na nossa galáxia, e sobre as condições que podem favorecer a existência de mundos semelhantes ao nosso.
Fontes; pesquisas virtuais.
Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP
04/02/2026

